Educação e o Sucesso no Trabalho

Prezados irmãos, meu sincero bom dia.

Estive afastado do Professor Pajé há muito tempo, pelo simples fato de que não consegui pensar em algo para escrever que siga a proposta de trazer ideias simples, nada novas, porém esquecidas e essenciais para o nosso progresso.

Então gostaria de fazer uma abordagem sobre Educação. Ao contrário de muitos pesquisadores que há anos não entram em uma sala de aula e ao contrário de muitos leigos, que dão pitaco sem conhecimento de causa, eu me considero apto a falar sobre esse tema: formação teórica e experiência prática de 10 anos pelo menos.

Um parênteses, relacionado, uma grande queixa das pessoas é que não há emprego suficiente. E outra queixa, dos empregados, é que trabalham muito e ganham pouco. E, agora, vou estabelecer o paralelo, entre trabalho e educação.

Um primeiro mito: o desemprego está alto.

Fato: realmente há muitas pessoas desempregadas. Mas o principal motivador para isso não é a falta de emprego, mas sim a escassez de pessoas qualificadas disponíveis no mercado (em geral, elas já estão empregadas). Para empregos que não requerem muita qualificação, realmente há filas de interessados e escassez de vagas. Para empregos que requerem qualificação, há poucas pessoas interessadas e muitas vagas abertas.

O segundo mito: trabalho muito e ganho pouco.

Fato: devido ao exagerado incentivo ao consumo, que permeia o inconsciente de parcela significativa da população, sentimentos de comprar e possuir vem a tona. O medo da discriminação de não ter um tênis de marca ou um carro de luxo, fobia de grupos sociais de crianças e adultos, respectivamente. Além disso, com rodízios, espetos corridos, barzinhos, happy hours, somos estimulados a uma vida noturna que, na cidade grande, raras vezes fica abaixo de R$ 100,00 por pessoa-noite. De fato, ganhamos pouco para isso tudo. E quanto a trabalhar demais, o crescimento exponencial da população faz com que aumente a demanda de trabalho em várias áreas e, pelo medo de demissão, as pessoas produzem de forma exagerada, sujeitando-se a condições sobre-humanas.

Mas isso acontece porque nos entregamos para o gado. Não se acomete desse malo quem sabe pensar por si mesmo.

Porém o que realmente acontece é que desejamos ganhar mais, trabalhar menos intensamente sem fazer qualquer esforço para melhorar. Aceitamos nos qualificar, mas a qualificação não deve exigir nada de nós. Exemplos: altos índices de evasão nas escolas para adultos, desistências estupidamente altas dos cursos de Pronatec (onde alunos SÃO PAGOS para se qualificarem). Compreendo os motivos, ou parte deles, mas “cada escolha é uma renúncia”: quem trabalha de dia e estuda de noite, tem que estar ciente que o tempo com a família e amigos vai necessariamente reduzir. É um sacrifício que não ocorre somente nas classes de menor renda, mas nas de alta também. A qualificação pede dedicação. Dedicação demanda sacrifícios. Mas também traz resultados: melhores ofertas de trabalho surgem, e com isso, melhor qualidade de vida.

O que não podemos continuar sonhando é com oportunidades que caem do céu e que não envolvem esforço: quem está no topo, honestamente, deu muitos anos de qualificação e sacrifício pessoal. Ninguém conseguiu do nada.

Fica o ensinamento. Reflita e veja o que este post tem a lhe dizer. Faça suas escolhas e colha os resultados.

Abraços de luz.

Professor Pajé.

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