Tu não serás menos homem se……

….. recusares a fazer sexo com uma mulher bonita que a ti se insinua. Sequer tens a obrigação de te justificares.

….. leres livros de autoajuda (não estou eu colocando meu pensamento sobre os mesmos: evito ser generalista nas análises)

….. frequentares psicólogo, terapeuta holístico ou outros tipos de terapeuta (mesma ressalva)

…. consultares cartas ciganas, tarólogos e afins (mesma ressalva)

….. tiveres ojeriza a futebol e/ou a MMA.

….. preferires Pilates ou Yoga a Hockey ou Jiu-Jitsu (são quatro atividades respeitáveis, com fins diferentes).

….. falares em uma roda de amigos que ama sua parceira. Complemento: tu podes te despedir da turma antecipadamente só porque estás com saudade dela e ninguém será inteligente em sacanear com comentários do tipo: “quer chegar antes do Ricardão né?” (aliás, interessante, que tipo de amizade é essa onde teu amigo insinua que a tua companheira é promíscua?? Eu não sei vocês, mas respeito muito os cônjuges dos meus amigos).

….. não tiveres time futebolístico de preferência e se fores apático com qualquer jogo de futebol na TV do bar (nasci no Rio Grande do Sul e não sou nem gremista e nem colorado. Tenho amigos que pensam assim, tenho amigos gremistas e amigos colorados)

…. declarares qualquer sentimento de carinho ou de, sim exatamente, AMOR, a um amigo seu.

….. parares de fazer o que está fazendo para ajudar um OUTRO HOMEM a carregar suas sacolas pesadas enquanto este abre o porta-mala do carro para carregá-lo. Ou por qualquer motivo que seja.

…. manifestar admiração por uma mulher (não vale mãe, irmã, filha, etc), principalmente se for bonita, por atributos não primitivamente sexuais como talento profissional, atitudes positivas ou notável saber.

….. admirar escritoras mulheres (um super beijo Lya Luft e outro pra ti, Lygia Bojunga Nunes. Que os grandes pajés continuem abençoando seus talentos!). Pode substituir escritora por outra área da cultura: cantora, dramaturga, atriz, esportista, professora, etc.

…. ter teu carro estragado no meio da estrada, não saber o que fazer e pedir ajuda para alguém. Pontos extras se uma mulher ajudá-lo e tu não te sentires menos homem por isso. Pode ser qualquer problema doméstico (encanamento, eletricidade, etc).

…. fores “chamado pra raia” e dizeres ao seu semelhante que não queres brigar e até pedir para que, por favor, se resolva a coisa de outra maneira.

… fores a uma delegacia da Polícia porque foi agredido pelo teu cônjuge (Homens não batem em mulheres……..E Mulheres não batem em homens. Basta de violência: o lar deve ser aconchegante e respeitoso).

…. admirares flores, árvores, frutas, plantas de diversos tipos, rios, lagoas. Adiciono também filmes românticos. Principalmente se essa admiração vem do coração (sugestão para os meus irmãos: Pão e Tulipas – sensacional. Uma ex-cliente de Holística me indicou há alguns anos).

…. atenderes a uma solicitação da tua esposa ou namorada com relação a algum fazer doméstico sem se sentir “mandado” ou “castrado” (vide adiante essa questão do mandar-obedecer o que penso).

…. chorares ou admitires qualquer fraqueza, principalmente relacionado a físico ou ao coração.

… tiveres dificuldade ou não souberes dirigir.

…. gostares de trocar móveis de lugar.

…. fizeres exames médicos de rotina.

…. batalhares por um divórcio (se necessário) justo……Jamais direi sem prejuízos, pois ninguém disse que rompimentos são fáceis.

… gostares dos afazeres domésticos, de todos ou de alguns apenas, tanto faz.

…. praticares religiões não patriarcais (as que referem-se a divindade como um ser sem gênero ou feminino).

… tiveres nojo de sangue, briga, guerras, etc.

… achares alguma criatura ou coisa “fofinha”.

… não tiveres dinheiro para levar namorada, esposa ou paquera para um bom restaurante ou se precisar dividir, ou ainda pedir para a parceira arcar com a despesa (não estou incentivando a malandragem: Homem de verdade respeita a todos).

Falo em nome dos Homens: chega de piadas de “mariquinhas” ou coisas do tipo. Homem pode ser delicado, compreensivo, franzino, descoordenado para briga, perna-de-pau, afutebolístico que não perde o gênero e nem se inferioriza.

A expressão “coisa de viado” lembra o degradante “que negrice” do passado dos ancestrais de muitos aqui. Pensem nisso!!!

Ademais, Homens também tem direito a (tudo abaixo se aplica igual para as mulheres):

– participar, sinceramente, das resoluções a serem tomadas em casa. Decidir, junto com sua (ou seu) companheira(o), as questões organizacionais, familiares, financeiras. Quem se acha no direito de mandar, é porque não se desenvolveu o suficiente para viver com outra pessoa. Quem se acha na obrigação de obedecer, é porque carrega traumas não tratados dentro de si.

– escolher a(o) companheira(o) que quiser (com o consentimento dela(e), óbvio!!) e ter direito de escolher o tipo de relacionamento que deseja (direito esse atribuído igualmente a(o) parceira(o)). De preferência, com autenticidade.

– participar da decisão de gerar prole (quantidade e momento, se for o caso). Vejam bem: me refiro aos filhos planejados. Da mesma forma, fica a obrigação de assumir (não só financeira, mas sim sob os demais aspectos) todos os que gerares, planejando ou não. Dentro dessa decisão, fica o direito de adotar os procedimentos contraceptivos que julgares adequado.

– escolher a carreira profissional que desejar e mudar durante o percurso da vida. Se casado, apenas conversar com a(o) companheira(o) para combinarem uma estratégia adequada.

– escolher a religião que desejar, os amigos que convier e os hobbies que gosta.

– buscar o que julga adequado para ser feliz sem prejudicar ninguém. Construir a sua história.

Abraços a todos.

Professor Pajé.

 

 

 

O mundo é dos otários!

Boa noite, irmãos.

Durante o dia e a noite me vêm vários pensamentos sobre temas a abordar neste espaço. Mas senti uma Força maior quando pensei nessa frase que escrevi.

A provocação é iminente. Popularmente, consideramos um “otário” aquela pessoa que é facilmente enganada pelos pseudo-sábios (palavra comum da Doutrina Espírita, a qual designa os espíritos que evoluíram um pouco no intelecto, mas que consideram-se gênios – ao longo do post, os leitores concluirão o porquê da minha escolha de palavras: paciência, por favor).

Mas, vamos mergulhar fundo nisso. Em primeiro lugar, que características que um otário possui? A primeira delas seria a incapacidade de enganar os outros: seu instinto é o de ser verdadeiro.

Os otários não foram os primeiros a surgirem em nossa sociedade: antes deles, vieram os pseudo-sábios. Espíritos que, nos primórdios da humanidade, subiram um leve degrau na evolução intelectual e perceberam que não precisavam ser autênticos o tempo todo para conseguir o que queriam. Os demais, que não subiram esse degrau, continuaram acreditando que tudo que lhes era dito era considerado sempre verdade. E os ensinamentos, de ambos os lados, para as próximas gerações.

Os pseudo-sábios se intitulando “os espertos” usaram sua desonestidade e deram a desculpa do instinto de sobrevivência para seu modus vivendi.

Os otários ensinaram que é fazendo o bem que o bem acontece e o valor da palavra e da verdade.

Mais tarde, surgiram os que chamarei de neutros, que são os que evoluíram como os pseudo-sábios, no aspecto intelectual, mas também o conseguiram um pouco no moral, o suficiente para escapar (pelo menos algumas vezes) das emboscadas dos otários e, ao mesmo tempo, não sugando os otários.

Desse modo, a medida que os neutros chegaram, várias organizações, instituições e leis foram criadas para dar mais segurança aos otários e restrições de poder para os pseudo-sábios. Só que tudo isso tem um custo. Se o mesmo fosse razoável, eu não reclamaria. Mas hoje as coisas estão em proporções titânicas. R$ 6,00 por uma autenticação de cópia, R$ 5.000,00 para transferência de imóvel, R$ 70,00 para emissão de novo CRLV de veículo. Todo mundo é pseudo-sábio, exceto os que pagam caro para provar o contrário.

(estou ciente de que pessoas trabalham nesses lugares e precisam de salário, por isso não reclamo de taxas justas, mas boa parte desse dinheiro não vai para o funcionário que te atende!)

Tudo isso aconteceu por causa dos pseudo-sábios. Se houvesse apenas otários no mundo, não haveria necessidade da desconfiança e de órgãos para regular uma série de coisas. O otário não dirige se estiver cansado ou bêbado (se é que bebe). O otário ensina a verdade para seus descendentes e alunos. O otário acredita no bem acima de tudo (ainda que seja ateu). O otário tem energia e disposição para fazer o certo.

O neutro teria, em teoria, tudo isso, mas há dois pontos: o neutro é apenas um escudo para o pseudo-sábio (sem ele, o neutro seria também um otário). Além disso, o neutro, como defesa, não hesita em virar a casaca e tentar enganar o pseudo-sábio, se necessário: ele tem a mesma inteligência.

Dessa forma, o modo de viver dos otários erradica uma série de instituições e, consequentemente, elimina prejuízos, burocracias desnecessárias e organiza um mundo onde há espaço para todos.

Dizem que o mundo é dos espertos, ou seja, daquele que sacaneia, judia, tripudia ou consegue até mesmo ser espiritualmente criminoso desde que não seja pego. Quem sustenta essa tese, está indo na contra-mão da evolução da Terra e, sendo mais pragmático, está contribuindo para os prejuízos que todos (inclusive os pseudo-sábios) enfrentam por causa do excesso de cuidados e desconfianças da sociedade. Sim, meus amigos, esse mundo é dos espertos, mesmo.

Mas o mundo que está para vir, regado pela bondade, que trará paz global e espaço para todos, e que há de vir e façamos força, atitudes e correntes positivas para que o venha….Esse mundo, sim, me faz dizer: O mundo é dos otários!

Abraços de Luz.

Professor Pajé.

p.s: os leitores acostumados com meu estilo provocativo estão cientes de que utilizei a palavra “otário”, em praticamente todo o post, me focando na conotação de “ausência de maldade”.

p.s.2: não adianta dizer que não há espaço ou riqueza para todos, pois há sim. Oras, 50% do ativo mundial está concentrado em sessenta e sete pessoas.

 

 

 

Teorema 85 do Ensino e Aprendizagem

Boa tarde, meus irmãos.

Teorema é uma argumentação demonstrada através de tautologias, teoremas anteriormente demonstrados e/ou axiomas (verdades que não se demonstram). O Teorema matemático bem provado é imune a discussões sobre sua eficácia, pois dentro da lógica não há o que se contestar: pode-se no máximo não compreendê-lo.

Exemplo de teorema:

a irracionalidade da raiz quadrada de 2. Utiliza-se a prova por absurdo. Isto é: vamos afirmar o contrário da conjectura (afirmação que, por falta de provas, ainda não é teorema. A conjectura pode virar um teorema – se bem provado – ou um sofisma, se provado falso – ou ainda permanecer conjectura se não for demonstrável adequadamente).

Nesse aspecto, vamos partir do princípio que “a raiz quadrada de 2 é irracional” ainda é conjectura. Desse modo, o seu contrário seria dizer “a raiz quadrada de 2 não é irracional, ou seja, é racional”. Se assim for, podemos escrever R2 (doravante R2 = raiz quadrada de 2, neste post) pode ser escrita como uma fração a/b onde a e b são inteiros, b não-nulo e mdc(a,b) = 1, para ficar na forma simplificada.

Assim sendo R2 = a/b <=> 2 = a^2/b^2 <=> a^2 = 2.b^2

Fatoração de um número: escrevê-lo como produto de fatores primos. Se “a” tem “n” fatores primos, então “a^2” que é “a.a”, terá 2n fatores primos (um número par de fatores primos).

Analogamente, b^2 terá um número par de fatores primos, mas 2b^2 tem um fator primo a mais, portanto 2b^2 tem um número ímpar de fatores primos.

Mas como isso é possível se a^2 = 2b^2?? Ou é par ou é ímpar o número de fatores? Repare que essa contradição é consequência da racionalidade suposta de R2, portanto R2 é irracional.

Desculpem o desvio exagerado, mas necessário para explicar o que é um teorema.

Agora, o tema do post é a relação entre ENSINO e APRENDIZAGEM.

Ensino é o que o docente faz: metodologias, avaliações, didática, postura, entonação de voz, caráter, transparência, equilíbrio, etc. Ou ainda, através do material didático que elabora (livro, apostila, fichário, site, blog, objeto de aprendizagem, desenho, etc).

Aprendizagem é o que o aluno faz: anotar, perguntar, raciocinar, criar, propor, discordar, acordar, analisar, refletir.

O ensino sem a aprendizagem é inócuo, pois se tem a ferramenta, mas não o objetivo. A aprendizagem também não ocorre sem o ensino pois se tem o objetivo, mas não o meio de se chegar lá (o aluno poder ser autodidata, mas o material que utilizou para aprender é que o ensinou, isto é, livro, vídeo, revista, artigo, etc).

Dessa maneira, o ensino sozinho e a aprendizagem também sozinha não têm “vida”. Para um viver, o outro é necessário estar junto. É uma relação de proto cooperação (adorei esse termo quando estudei Biologia no colégio), na qual um sustenta o outro para ambos existirem ou evoluírem.

O professor é responsável pela questão do ensino, mas a questão de aprendizagem é o aluno que deve trazê-la. Em uma classe onde os alunos não querem aprender, não há professor que ensine (no máximo, uma coação envolvendo nota e reprovação). Analogamente, sem o professor, o aluno não tem o que fazer (a não ser que, novamente, ele busque um material para estudar sozinho, mas que foi escrito por um “professor”).

Conclusão: se professores e alunos se rivalizarem, não ocorrerá ensino (pois uma viagem que leva a lugar nenhum não é uma viagem propriamente dita) e nem aprendizagem (o que adianta existir um lugar e sem meios de se chegar lá?). Um precisa do outro, pois a relação é de proto cooperação, sem a qual teremos professores tendo que mudar de carreira e, futuramente, não haverá carreira para ninguém se não houver alunos hoje. c.q.d.

E aí está provado o “teorema”: “ensino e aprendizagem não sobrevivem sozinhos”.

Batizei de Teorema 85, pois naturalmente devem existir outros “teoremas” sobre……..Estamos atentos.

Gratidão.

Professor Pajé.

 

 

 

Aquilo é grande……só que não

Boa tarde, irmãos.

O título aparentemente é sacana, mas não tem nada a ver com isso…….

Sem delongas, contar um trecho do filme “Cinema Paradiso“, do cinema italiano.

Trata-se da história de Salvatore, um cineasta que cresceu no meio da pobreza em uma cidade pequena da Itália. Ficou órfão de pai, por causa da guerra e tem uma irmã menor. O menino era bem “espoleta”, apaixonado pelo cinema (mas não podia pagar o ingresso) e fez amizade com o operador da câmera do cinema, Alfredo, um homem de idade.

Para não estragar o filme, não direi mais nada, exceto esta história que me chamou a atenção. Alfredo conta a Salvatore que um soldado raso era apaixonado por uma donzela da côrte. Declarou impetamente seu amor, no que ela respondeu:

– Se fores capaz de me esperar 100 dias e 100 noites debaixo da minha varanda, no final da 100a noite serei sua.

Dito isso, o soldado pacientemente sentou-se em um banquinho onde a donzela poderia vê-lo e lá ficou dia após dia, noite após noite. No final da 100a noite, quando a donzela preparar-se-ia para correr aos braços do soldado, este se levantou e foi embora.

Alfredo não explicou o moral dessa breve história.

Mas eu também fiquei louco, assim como qualquer um que deve ter assistido a esse filme. E a síntese de um professor de Matemática é capaz de tirar a graça de muitas coisas belas (risos), mas até tu, leitor(a), deve estar te perguntando: “ora, que diabos?”

Agora, entra o Professor Pajé, com a sua reflexão:

Para o guarda, a mão da donzela (e provavelmente ela toda) era seu maior sonho. Pelos nossos maiores sonhos, somos capazes de tudo, certo? Fugimos da razão, certo? Certo! Cem dias e sem noites seguidas, sem descanso, debaixo de uma sacada foge totalmente do racional (ainda mais na realidade imediatista do século XXI….apenas divagando).

Todavia ao vencer a prova, o guarda percebeu que era capaz de coisas incríveis para conseguir o que queria. Tão incríveis que, sob uma nova perspectiva, a donzela que tanto sacrifício exigiu, passou a ser pouco pra ele. Talvez ele conseguisse coisas mais grandiosas e mostrou a si mesmo sua capacidade. Aquele sonho era grande…..só que não.

E na vida, meus queridos, às vezes acreditamos nisso……quantos de nós não desejam tanto alguma coisa e se sacrificam por ela….Quando vemos, aquilo não parece mais tão suficiente assim para nossa felicidade. Parece que tudo que está longe nos fará feliz e as coisas quando se aproximam, “perdem esse poder”.

Quantos não ganham aquele desejado cargo com gordo aumento de salário e pouco tempo depois ou querem um valor maior ainda ou querem voltar para onde estavam?

Quantos não financiam um carrão em 60 prestações, com salgados juros, pagam apertadamente e, ao quitar, vendem o carro por uma bagatela?

Quantos não matriculam-se por 6 meses numa academia, acreditando ser necessária, e 1 mês depois desistem do programa pela preguiça?

Não pretendo encher o saco de ninguém com essa estória, mas observei como as pessoas estão naquele espírito competitivo constante. Doutorados, prêmios, sucesso, dinheiro, família, saúde, amigos, bens, conquistas são insuficientes. Mal desfrutam do que conquistam e já “orelham” algo mais. A vida deixa de ser uma bela jornada de experiências e passa a ser apenas um contador de feitos. Quanto mais, melhor, não importa a qualidade.

É, não posso estranhar como consultórios psicológicos e psiquiátricos andam cheios………..

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.

Medíocre? Talvez! E daí?

Boa tarde, irmãos

A palavra medíocre lembra, para mim, a palavra “média”. Em português, média quer dizer nem acima e nem abaixo do esperado. Matematicamente, uma breve explicação seria:

Imagine uma lista de números, onde pelo menos haja dois distintos entre eles. Agora, como tarefa, vamos alterar esses números (para cima ou para baixo) até que todos eles sejam exatamente iguais, de maneira que a soma de todos eles em momento algum seja alterada. Quando todos os números ficarem iguais, teremos a média.

Isso pode ser feito da seguinte maneira:

dividir a soma desses números pela quantidade de números existentes na referida lista. Simples assim.

Não gosto de usar fórmulas, mas se tu quiser pesquisar no Google, deve encontrar várias referências.

Mas todas as explicações convergem para a explicação de que sermos “médios” em alguma coisa significa que nossa produção naquela coisa está no mesmo nível se todos produzissem igualmente. Ou seja, nossa produção não merece nem xingamento, nem destaque.

Assim, sendo, assumindo a definição de “medíocre” como sendo alguém “médio” (o termo mediano, matematicamente, não é sinônimo de médio: explicação a ser dada em outro post) não é necessariamente pejorativa. Eu estou tentando ser medíocre em muitas coisas, visto que nessas coisas minha produção é abaixo da média. Um dia serei medíocre tocando bombo leguero, vivenciando Ayahuasca, falando espanhol e/ou esperanto ou na arte do Wu Shu Sanda ou até mesmo do Systema. Na escala evolutiva espiritual, um dia serei medíocre.

Todavia, me ofende ser chamado de professor medíocre, já que, pelo que vejo por aí, minha produção de modo algum pode ser considerada média ou abaixo desta. Também me ofenderia dizer que sou jogador de tabuleiro medíocre. Pior ainda: marido, filho, irmão ou amigo medíocre.

Aceitar que somos todos medíocres ou abaixo disso em várias coisas nos dá outra perspectiva. A humildade incentiva o crescimento, quando a mesma não vem acompanhada de baixa auto-estima. Me sinto confortável em aceitar que sou medíocre (ou abaixo disso) e convido a todos a aceitarem-se assim. Mas, ao aceitar isso, o próximo passo é tentar buscar elevar-se nas coisas que considera prioridade. Fica como sugestão: saúde, família, amigos, qualidade de vida e espiritualidade. Mas é tu que deves traçar esse caminho: eu sou medíocre demais para definir como tu deves viver tua vida (aliás, uma experiência espiritual me fez ver que ando querendo o controle de tudo e preciso parar com isso).

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.

Roberto Gómez Bolaños – O homem com “Chaves” do riso e do céu

Embora a mídia Internet já tenha feito tantas divulgações, é com grande pesar que comunico aqui a despedida do ator, diretor e maior humorista de todos os tempos Roberto Gómez Bolaños, o Chaves.

Lidar com a morte, seja de um familiar, parente, amigo ou de uma pessoa que admirávamos por alguma razão nunca é uma tarefa fácil. Para mim, que sou espiritualista, acaba sendo até mais difícil, pois existem duas cobranças: a da sociedade católico-cristã, que espera tristeza e lágrimas e a da espiritualidade, que espera que meu conhecimento e fé permitam que eu aja com naturalidade, já que a morte é uma transformação.

Mas hoje é sábado, 10h15. Há meia-hora atrás estava me preparando para treinar e resolvo abrir e-mail e Facebook para saber se tem alguma novidade: dito e feito. O post de um amigo colocou uma homenagem profunda, como só ele sabe escrever, mas eu ainda não estava sabendo do ocorrido. Uma rápida pesquisa me deu a real: Chaves falecera.

O sentimento de tristeza foi natural. Não existia mais treino. A morte pode ser, de fato, uma transformação, mas ainda é uma despedida. Eu sei que existem pessoas que comunicam-se com os “mortos”, mas a mesma não é, com certeza, tão eficiente quanto um telefone ou um recado no Facebook. Além disso, a pessoa viva, encarnada, está à nossa disposição (dentro dos seus horários e desejos) caso queiramos visitá-la. Os desencarnados, não. Portanto, me parece lógico (e natural) o sentimento de tristeza para com a morte.

O humor de Chaves é bem diferente do que é hoje. Minhas piadas, as quais adoro fazê-las, foram inspiradas nos trocadilhos de duplo sentido (sem conotação sexual) manifestados nos diversos episódios desse programa. E até mesmo ensinamentos de vida, alguns com toque de humor, outros com reflexão. Sem dúvidas, o roteiro foi bolado por inteligências muito especiais.

E, para nosso planeta, é triste que alguém assim se vá. A despedida faz parte da vida. As pessoas que são boas demais precisam migrar: existem outros mundos para onde elas devem levar seu talento e suas alegrias. Aqui, Chaves estava muito doente………Lá, ele deve estar em pleno vigor.

Adeus, amigo Chaves, e obrigado, obrigado, obrigado porque na infância me alimentei com tua alegria e, hoje, de uma forma diferente, como professor de Matemática, tento misturar a ciência com humor, para não assustar a classe e até descontrair um pouco. O pessoal tem medo de Matemática, as risadas tranquilizam. E se aprendi a valorizar a risada e a sabedoria das crianças foi contigo. Obrigado por me deixar esse presente. Espero até o fim da minha carreira poder fazer bom uso do teu ensinamento.

Desejo a ti, amigo, no meio de tanta tristeza que este planeta, principalmente a América Latina, que possas levar teu estilo brilhante de ser, às outras moradas do Pai e também inspirar os que aqui ficam.

 

Aprendi com quem estou falando!

Bom dia, irmãos.

Para este post ter sentido, é necessário visualizar o vídeo que compartilho abaixo, do Prof. Dr. Mário Cortella, teólogo.

Em primeiro lugar, vale a pena dizer que mesmo não sendo um “cristão oficial” (não sou de nenhuma igreja e as mesmas me causam até certa ojeriza), aprendi a admirar, respeitar e compartilhar de pensamentos de alguns teólogos.

(Parênteses para homenagear meu amigo Ruben, doutorando em teologia. Apreciem seu blog As Muitas Letras sem moderação)

 Voltando: quantas vezes não nos encontramos com pessoas que utilizam seus cargos ou titulação profissional para esnobar-se ou, pior, humilhar os outros. Quantos seres humanos não se colocam acima dos outros?

Tanto o Doutor Francisco quanto o Seu Chico têm muito o que contribuir para o mundo com sua sabedoria.

Talvez o Doutor Francisco possa contribuir com seus conhecimentos intelectuais, seus artigos ou livros publicados: é provável que se tenha uma conversa de alto nível com o Doutor Francisco.

Por outro lado, o Seu Chico poderá nos ensinar muito sobre a beleza da Mãe Natureza, do trato com os animais, da magia de alimentar muitos com tão pouco e, principalmente, das virtudes humanas.

O pescador pode explicar sobre as épocas boas de pescar e a moderação para permitir a procriação dos peixes e o Matemático pode enxergar uma equação diferencial nessa explicação.

O fato é único: ninguém tem o direito de subir no pedestal. Todos estamos juntos. Todos somos um. Todos os Humanos são Manos. Todos têm lições para aprender e para ensinar. Todos somos, paralelamente, professores e alunos. Apreciem sem moderação o que os outros têm para contribuir antes de olhar seus diplomas.

Não caia na armadilha de priorizar o “quem disse” ante ao “o que foi dito”.

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.