Medíocre? Talvez! E daí?

Boa tarde, irmãos

A palavra medíocre lembra, para mim, a palavra “média”. Em português, média quer dizer nem acima e nem abaixo do esperado. Matematicamente, uma breve explicação seria:

Imagine uma lista de números, onde pelo menos haja dois distintos entre eles. Agora, como tarefa, vamos alterar esses números (para cima ou para baixo) até que todos eles sejam exatamente iguais, de maneira que a soma de todos eles em momento algum seja alterada. Quando todos os números ficarem iguais, teremos a média.

Isso pode ser feito da seguinte maneira:

dividir a soma desses números pela quantidade de números existentes na referida lista. Simples assim.

Não gosto de usar fórmulas, mas se tu quiser pesquisar no Google, deve encontrar várias referências.

Mas todas as explicações convergem para a explicação de que sermos “médios” em alguma coisa significa que nossa produção naquela coisa está no mesmo nível se todos produzissem igualmente. Ou seja, nossa produção não merece nem xingamento, nem destaque.

Assim, sendo, assumindo a definição de “medíocre” como sendo alguém “médio” (o termo mediano, matematicamente, não é sinônimo de médio: explicação a ser dada em outro post) não é necessariamente pejorativa. Eu estou tentando ser medíocre em muitas coisas, visto que nessas coisas minha produção é abaixo da média. Um dia serei medíocre tocando bombo leguero, vivenciando Ayahuasca, falando espanhol e/ou esperanto ou na arte do Wu Shu Sanda ou até mesmo do Systema. Na escala evolutiva espiritual, um dia serei medíocre.

Todavia, me ofende ser chamado de professor medíocre, já que, pelo que vejo por aí, minha produção de modo algum pode ser considerada média ou abaixo desta. Também me ofenderia dizer que sou jogador de tabuleiro medíocre. Pior ainda: marido, filho, irmão ou amigo medíocre.

Aceitar que somos todos medíocres ou abaixo disso em várias coisas nos dá outra perspectiva. A humildade incentiva o crescimento, quando a mesma não vem acompanhada de baixa auto-estima. Me sinto confortável em aceitar que sou medíocre (ou abaixo disso) e convido a todos a aceitarem-se assim. Mas, ao aceitar isso, o próximo passo é tentar buscar elevar-se nas coisas que considera prioridade. Fica como sugestão: saúde, família, amigos, qualidade de vida e espiritualidade. Mas é tu que deves traçar esse caminho: eu sou medíocre demais para definir como tu deves viver tua vida (aliás, uma experiência espiritual me fez ver que ando querendo o controle de tudo e preciso parar com isso).

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.

Aprendi com quem estou falando!

Bom dia, irmãos.

Para este post ter sentido, é necessário visualizar o vídeo que compartilho abaixo, do Prof. Dr. Mário Cortella, teólogo.

Em primeiro lugar, vale a pena dizer que mesmo não sendo um “cristão oficial” (não sou de nenhuma igreja e as mesmas me causam até certa ojeriza), aprendi a admirar, respeitar e compartilhar de pensamentos de alguns teólogos.

(Parênteses para homenagear meu amigo Ruben, doutorando em teologia. Apreciem seu blog As Muitas Letras sem moderação)

 Voltando: quantas vezes não nos encontramos com pessoas que utilizam seus cargos ou titulação profissional para esnobar-se ou, pior, humilhar os outros. Quantos seres humanos não se colocam acima dos outros?

Tanto o Doutor Francisco quanto o Seu Chico têm muito o que contribuir para o mundo com sua sabedoria.

Talvez o Doutor Francisco possa contribuir com seus conhecimentos intelectuais, seus artigos ou livros publicados: é provável que se tenha uma conversa de alto nível com o Doutor Francisco.

Por outro lado, o Seu Chico poderá nos ensinar muito sobre a beleza da Mãe Natureza, do trato com os animais, da magia de alimentar muitos com tão pouco e, principalmente, das virtudes humanas.

O pescador pode explicar sobre as épocas boas de pescar e a moderação para permitir a procriação dos peixes e o Matemático pode enxergar uma equação diferencial nessa explicação.

O fato é único: ninguém tem o direito de subir no pedestal. Todos estamos juntos. Todos somos um. Todos os Humanos são Manos. Todos têm lições para aprender e para ensinar. Todos somos, paralelamente, professores e alunos. Apreciem sem moderação o que os outros têm para contribuir antes de olhar seus diplomas.

Não caia na armadilha de priorizar o “quem disse” ante ao “o que foi dito”.

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.