Reuniões e palestras, fora.

Boa tarde, irmãos.

Parece que, ao contrário de há algum tempo, estou conseguindo acionar o Professor Pajé e fico feliz por isso, pois prometi a mim mesmo que não invocaria essa Força sem reais necessidades de compartilhar ideias.

Agora, uma questão pessoal para dar início aos trabalhos. Detesto reuniões e palestras. Com experiência de causa: assisti e participei de várias. Vamos às razões, que é o que interessa ao leitor:

Reuniões: serei breve, pois seria um segundo post meu sobre o assunto. Especificamente, reuniões não estratégicas e de “emergências” normalmente são improdutivas. Mistura-se muita coisa pessoal, objetivos não são claros, não há um compasso entre os participantes. Além disso, as ideias boas não surgem num coletivo em horário determinado, mas sim no individual reflexivo e analítico (ou eventualmente numa conversa informal a dois ou três). Não se decide quando que se terá uma boa ideia……Portanto é mais fácil aproveitar a Internet e quando a ideia surgir, enviar por e-mail aos interessados ou postar em um fórum de discussões. Reuniões com grande número de pessoas deve ser breves e quando a webconferência não cobrir as reais necessidades.

Palestras. Um segundo nome que dou para isso é “pagar para alguém cheio de papeis te dizer o óbvio” ou “pagar para alguém fazer propaganda de si mesmo”. Vários temas foram abordados em palestras e no final sempre a expressão: “mais detalhes, visite meu site ou compre meu livro” (talvez não com essas palavras, mas com essa ideia).

Por que penso assim? Em primeiro lugar, a capacidade de atenção passiva de uma pessoa não passa de 45 minutos (sendo que após a primeira terça parte já começa a decair). A tendência é que esse tempo reduza-se cada vez mais. A interatividade, pela natureza, não abre espaço para se apresentar contraponto ao palestrante, e isso até é compreensível, pois deve ser embaraçoso demais tratar de um tema subjetivo e alguém “do contra” queimar todos os argumentos do palestrante. Segundo que a maioria das palestras são melhor abordadas em artigos técnicos ou livros, que normalmente saem mais em conta, e a pessoa pode ler quantas vezes quiser e no seu ritmo. Palestra é um instrumento ultrapassado de se transmitir conhecimento: pior mesmo do que uma aula expositiva, sinceramente.

Os debates que o palestrante abrem têm nível de profundidade igual ou inferior ao de uma conversa de Facebook ou de blog e não é culpa do palestrante. Explico: um bom assunto requer a reflexão e, na hora da palestra, improvável que alguém tenha feito uma reflexão séria em tão pouco tempo. Na Internet, salvo os acalorados agressivos do teclado, existe a possibilidade de se refletir com o tempo que quiser e postar quando a pessoa tiver uma estrutura argumentativa pronta.

Precisamos ceder mais espaço para a reflexão e para os meios de reuniões e palestras modernos, que favorecem as nossas realidades e estruturas de pensamento de hoje. Webconferência, blogs, redes sociais, com o uso inteligente dessas ferramentas, seremos mais produtivos do que espectadores de uma palestra ou de uma reunião demorada, ambos improdutivos na sociedade do século XXI. O inútil deve ser descartado.

Abraços a todos.

Professor Pajé.

Por que não suporto reuniões de trabalho?

Boa tarde, irmãos.

Certa vez, tive a oportunidade de assistir a um vídeo muito interessante, o qual o localizei em outro blog (Por que as pessoas não trabalham no trabalho?).

Reuniões de TRabalho (Jason Fried – palestra para o TED)

Importante colocar que não pretendo copiar um post de outro autor, mas sim fazer a minha análise pessoal de um vídeo de acesso público.

Se tem uma coisa que realmente detesto é participar de reuniões (profissionais, de modo geral): reduzem a produtividade, perdem o tempo, temos que disponibilizar horários fora da nossa conveniência, as decisões são realizadas por “democracia” e não por argumentação, todos falam ao mesmo tempo, as pautas não são bem organizadas e não há continuidade. Tempo perdido: para cada 1 hora, se aproveita 1 minuto.

Compreendo que dialogar com o grupo de trabalho é necessário, mas há excesso de reuniões e falta de tempo para cumprir as metas.

Uma ideia interessante seria: utilizar mais os recursos digitais. Por exemplo, o Google Drive permite compartilhar arquivos entre usuários: isso significa que as pautas podem ser consideradas por todos juntos e até brevemente colocadas. Quando chegar a hora da reunião, já se têm encaminhamentos. Além disso, quando a pessoa escreve no documento coletivo, ela está no horário dela, no seu ritmo (enquanto que numa reunião nem sempre as ideias surgem naquela hora).

Segunda opção é utilizar recursos de fóruns virtuais e, por que não, redes sociais? Criar um grupo no Facebook ou no Moodle ou em outra ferramenta de acesso comum! Compartilhar ali as impressões.

O modelo de que um bom funcionário é aquele que cumpre horário de entrada e saída está acabando. Sabemos que muitas pessoas trabalham bem e em pouco tempo (e no horário delas), outras trabalham 2 horas em casa numa cadência invejável (e precisariam de cinco ou seis horas de escritório para a mesma demanda). E, no caso negativo, algumas têm um registro de ponto angelical, mas são uns capetas no trabalho (isto é: cumprem horário, mas não cumprem tarefas). Gestores ainda utilizam o relógio ponto como critério principal……escravos do ultrapassado século XX.

A Internet surgiu para várias coisas boas, inclusive no meio profissional. Cabe-nos aproveitá-la melhor para esse intento. Vejam vocês: não se prega sustentabilidade? Fazer mais trabalho em casa e usar mais a Internet implica em menos deslocamento, menos poluição, menos gastos e mais qualidade de vida.

Algumas empresas demitem acesso ao e-mail pessoal e redes sociais (não me refiro à pornografia, daí tem que demitir mesmo), enquanto que as pausas no trabalho são fundamentais….e o que fazer quando um funcionário não bebe café, não fuma cigarro e não curte ir para happy hour tomar cerveja ou assistir ao futebol??

(sim, porque adultos de hoje é só isso que parece saberem fazer para se divertir, por isso às vezes prefiro amizade de jovens e de nerds)

Se o cara prefere trocar mensagens com sua família e amigos de verdade nas suas pausas? Se isso faz o cara ficar feliz, motivado e produtivo, deve ser coibido?

Embora seja um post pessoal, com uma visão pessoal, não estou falando necessariamente do meu local de trabalho (que me dá muita liberdade, por sinal), mas me refiro ao modo geral.

E como todos os outros, o post aqui é contribuição para vida melhor!

Abraços fraternos de luz.

Professor Pajé.